terça-feira, 24 de março de 2009

CAMACHICES...


Totalmente sugados, absolutamente imbuídos neste que é o nosso último atelier do nosso percurso escolar, é natural que ultimamente não tenhamos pensado noutra coisa… queremos dar tudo, o melhor, sempre. Acordamos a pensar em Camacho, tomamos pequeno almoço a pensar em Camacho, vamos para a escola em camachianos, falamos camachionês… e fazemos camachionices sempre que há tempo livre (não vá, sabe-se lá!, surgir inspiração para se propor algo para a aula que se passa à tarde, entre as 14h30 e as 19h). Prova disso têm sido as nossas horas de almoço. Impossível ficar-se colado à cadeira da cantina, quando se tem aprendido tanta “mobilidade” nas últimas semanas! Chega o minuto da sobremesa e já não se aguenta, é tempo de uma camachoinada qualquer. “Olha a performance!” grita a Ana Mendes num tom de peixeira de ribeira: “Olha a performance fresquinha!” – ou não fosse a sobremesa um belo de um feast. Um modo de comer gelado "à Camacho". Um performance de lunch time que denuncia perfeitamente a origem da sua forma. Senão, comparem-se as fotos...
Quando passamos da porta da sala, não é possível acreditar que tudo o que se aprendeu fica encerrado naquele espaço. E sem darmos por ela, estamos completamente engajados num imaginário, num modo de ser do qual temos dificuldade em sair. E para dizer a verdade, julgo que nenhum de nós sente a necessidade desse divórcio entre o que em aula se passa e o que vivemos cá fora. Ajuda-nos... a libertar de um quotidiano que não queremos que seja igual ao de todos os dias.


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