Amanhã inicia-se mais uma semana de trabalho no atelier de Francisco Camacho. A segunda da odisseia camachiana: uma verdadeira jornada épica no nosso percurso académico. Eu, muito sinceramente, sinto-me um perfeito Ulisses no meio de uma tempestade. Não, não sou uma heroína trágica, ao invés sinto-me maçuda como o aspecto que esse livro tem! (Mas é só o aspecto, a sério. Tentem espreitar lá para dentro. Surpreendem-se!) Estou farta de meter água! Mas o que é isto da dramaturgia! E o que é que se faz com ela! E como é que os posso ajudar, aos actores? Senhores actores, por favor ajudem-me a ajudar-vos…
Os disparates fazem parte da aprendizagem… Eu tenho a vantagem de guardar os erros que cometo para mim: funcionando como o “olhar exterior” supostamente elucidado do que em cena se passa, tenho a vantagem de não por a descoberto os meus absurdos pensamentos dramatúrgicos. A maior parte das vezes chego a assustar-me com o que penso sobre o que vejo. Mas acho que não é suposto pensar, pelo menos por enquanto. Os actores denunciam-se, pois ao não respeitarem as regras o jogo corre mal…estamos todos a tentar ser heróis num barco que ainda não dominamos bem, ou melhor, não dominamos de todo. Ouvimos o canto das Sereias e OPS! lá vamos atrás delas, esquecendo as regras… AS REGRAS! ESSES MONTROS DE UM OLHO SÓ! Só temos que respeitar o senhor Ciclope, sem querermos dar-lhe a volta e enganá-lo… é que este Polifemo sabe mais do que nós.
E viva o kitsch que me permite falar das aulas (UM ASSUNTO ULTIMAMENTE TRÁGICO) de uma forma divertida. Vamos lá continuar as aventuras. Em breve mais novidades.