domingo, 5 de abril de 2009



A beleza da escultura deriva do classicismo, tem como tema a mãe com o seu filho morto nos braços. A Virgem foi representada muito jovem.

Esta imagem representa uma reconciliação de um momento de angústia com a serenidade. Esta harmonia é dada pela utilização de uma composição triangular, principalmente na postura de Maria, com a horizontalidade de Cristo estendido sobre os joelhos da mãe.

Deram-lhe a reputação de uma das mais belas esculturas de todos os tempos.

Aquelas pernas lisas, polidas, batidas pela luz, enquanto a parte alta ainda é um casulo esculpido grosseiramente pelo escopro e pelo gradim... Não é uma Pietà propriamente dita, mas já apresenta a iminente aurora do mundo, a Ressurreição.
É também desproporção e paradoxo: Maria tão jovem, “filha de teu Filho”... Não há a sacralização da forma. Este momento não representa o fim da arte cristã, mas o fim da presunção daqueles que, invertendo a perspectiva, se tinham convencido de que podiam criar a beleza por si mesmos.
O artista, parece dizer Michelangelo, pode, com a ajuda de Deus, buscar a beleza na criação e devolvê-la a Ele e à Sua Igreja. Esta atitude é moderníssima.

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