sexta-feira, 29 de maio de 2009

What it means to pump it up.




Fluido que forma la atmósfera de la Tierra. Es una mezcla gaseosa, que, descontado el vapor de agua que contiene en diversas proporciones, se compone aproximadamente de 21 partes de oxígeno, 78 de nitrógeno y una de argón y otros gases semejantes a este, al que se añaden algunas centésimas de dióxido de carbono.

terça-feira, 26 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

A proposito de AR


Como esta bola de sabão tão simples e tão completa!

sábado, 23 de maio de 2009

PORQUÊ TEATRO, PORQUÊ ACTORES, PORQUÊ, AINDA ASSIM, DRAMATURGISTA.


Gosto de Teatro porque me interesso pelo actor. Gosto do encontro diário com os actores, desse contacto, desse sentimento mútuo de compreensão (e por vezes de incompreensão também) entre mim e eles, e a impressão que resulta do facto de, por vezes, sentir que me abro a outros seres, tentando compreendê-los. Em resumo, gosto da possibilidade de ultrapassar uma solidão. A tentativa de nos compreendermos a nós próprios através do comportamento de outro, encontrando-nos nele, é altamente sedutora.

Se em estreita colaboração chegarmos a um ponto em que o actor, liberto das suas resistências quotidianas, se revela profundamente a si mesmo por uma reacção, eu fico também, pessoalmente, enriquecida. Nessa reacção revela-se uma espécie de experiência humana, algo de muito especial, que me diz algo que ainda não sei o que é, Abre-se uma nova perspectiva nos limites do colectivo, na base comum das nossas convicções.


A realização do actor constitui uma espécie de transcendência do viver quotidiano, de um conflito íntimo entre o corpo e a alma, a inteligência e o sentimento, os prazeres fisiológicos e outras aspirações. Por momentos o actor fica livre do semi-comprometimento e do conflito que nos caracteriza a vida quotidiana. É isto que lhe invejo, esse mesmo descomprometimento que não consigo alcançar senão através dessa raça, que tanto aprecio.




Parecerá exagerado: louvo-lhes a existência e os seus virtuosismos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

JÁ TEMOS TÍTULO!!!

AR
p.s: em breve o blog sofrerá um refresh e teremos uma apresentação do nome do espectáculo, respectiva imagem de cartaz e mais novidades!!..continue a passar por cá sempre que possa.

O lugar de quem, que é o meu.


Quando um artista parece contente e seguro de si, trata-se geralmente de uma pose de autodefesa, de uma blindagem artificial contra nódoas negras.


Julgo que é mesmo assim, esta constante insatisfação a seu próprio respeito, dizem que é normal. Dizem que só os amadores estão sempre satisfeitos e nunca se preocupam. Não sei a que partido pertenço. Os que já estão desde sempre do lado de fora, têm direito a sentir-se inseguros nesse porto seguro? Os medrosos, terão direito a um lugar próprio no sítio em que já foram postos ex-peripécia?

domingo, 17 de maio de 2009

DIA 23 LÁ ESTAMOS. ESTAMOS, MAS ESTAMOS EM TRABALHO. TEMOS UM AFFAIR MARCADO


Se eu quiser ocupar o lugar do outro, que estratégia posso tomar, que truques posso utilizar? É aquele lugar, aquele espaço onde o outro está e não outro, é aquele o sítio para onde quero ir e onde quero ficar. O outro quer tanto como eu ocupar o lugar em que estou.


Está em causa o negociar da troca, o preciso momento da passagem. É necessário que se valorize a troca, que se sublinhe que eu vou daqui para ali, encontrando-me e relacionando-me com o outro nesse instante em que me cruzo com ele. Vou para ali, mas não vou de um modo qualquer. Vou, mas vou em trabalho. Tenho um affaire marcado.


Neste encontro com o outro, com os outros, não existe propriamente a expressão de emoções. Antes se lida com elas, tal como a língua lida com os conceitos. Há a criação e logo destruição de vínculos, expressados num encontro físico de um corpo em movimento que, propositadamente ou não, acaba por falar por nós. E apercebemo-nos que, quando este corpo fala demais, aquilo que queríamos de facto dizer, acaba por esvaziar-se de sentido. A repetição de um mesmo gesto de um mesmo momento esvazia-o de qualquer significação. A mecanização e monotonia do encontro mantêm paradoxalmente o interesse, tornando-se uma novidade a cada repetição, numa concretização hipnótica. Privilegia-se a percepção do fenómeno, o aspecto estético induz a nada mais do que perceber a mecânica do jogo.


O espectador torna-se profundamente cônscio da fisicalidade e presença do actor pela relação proxémica que existe entre quem ocupa determinado lugar e o intérprete em acção. A linguagem do corpo começa por ser a linguagem dos affaires: a diversidade e particularidade de cada corpo, onde habita um ser, que é único, são o que motiva o encontro com o outro, para logo de seguida se inverter (ou converter) num taylorismo lúdico do gesto que se vai esvaziando de qualquer sentido.



Dia 23 lá estamos. Estamos, mas estamos em trabalho. Temos um affaire marcado.

Devaneio artístico!

Os nossos actores!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Não existem cidades ideais porque a porta está fechada para a humanidade.



Cidades Invisiveis
de Italo Calvino

As cidades e a memória
1
Partindo dali e caminhando por três dias em direcção ao levante, encontra-se Diomira, cidade com sessenta cúpulas de prata, estátuas de bronze de todos os deuses, ruas lajeadas de estanho, um teatro de cristal, um galo de ouro que canta todas as manhãs no alto de uma torre.(...)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fotos Soltas!




sábado, 9 de maio de 2009

Rubik


O cubo de Rubik possui 43.252.003.274.489.856.000 (43 quintilhões) de combinações possíveis diferentes.
Se alguém pudesse realizar todas as combinações possíveis a uma velocidade de 10 por segundo, demoraria 136.000 anos, supondo que nunca repetisse a mesma combinação.


Será que podemos ter 3.252.003.274.489.856.000 (43 quintilhões) de mini-relações com pessoas a uma velocidade de 10 segundos.

vamos tentar?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dueto - Ana Mendes e Tiago Cadete

Temática: Improvisação, Labirinto!

Dueto - Dinis e Joana Barros

Temática: Improvisação sobre Ambiente Urbano!

Dueto - André e Tiago Nogueira

Temática: Improvisação de um Ambiente Kitsh!

Dueto - Susana e Cristian

Temática: Improvisação sobre o Fim de uma festa!

domingo, 3 de maio de 2009

OS ESPELHOS E AS ANGÚSTIAS. As minhas.


O vislumbre do perpétuo que nos é concedido pelos espelhos que frente a frente se reflectem ad infinitum, que vai de uma cor a um gesto, e de um grito a um movimento, conduz-nos sem cessar através de caminhos abruptos e duros para o espírito.


Vemo-nos reflectidos em reflexos que não queremos ver, e quando nos pedem para repetir o que vimos no nosso espelho, mais não conseguimos do que uma imagem invertida, já não genuina do mesmo modo que a vimos pela primeira vez acontecer, nesse espelho.


Essa tentativa da reprodução da imagem, que se reflectiu no espelho interior de quem viu, mergulha-nos num estado de incerteza e angústia inefável que, dizem, é coisa própria da poesia.


Usar o nosso reflexo é um risco - é aceitar que não somos únicos, mas antes desdobráveis, multiplicáveis e reproduzíveis em mundo planos de reflexos. Podemos não nos reconhecer na imagem reflectida. Mas é nesse mundo bidimensional do espelho que nos devemos procurar.


Estamos a lá chegar.Do outro lado dos espelhos.

ARTAUD, O ESPAÇO E NÓS: UMA SOLUÇÃO


"No interior dessa construção reinarão proporções particulares em altura e profundidade. A sala será fechada por quatro paredes, sem qualquer espécie de ornamento. O público ficará sentado no meio da sala, na parte de baixo, em cadeiras móveis que lhe permitirão seguir o espectáculo que se desenvolverá à sua volta. Com efeito, a ausência de palco, no sentido comum da palavra, convidará a acção a desenvolver-se nos quatro cantos da sala. Actores movem-se entre os espectadores, por vezes no mesmo nível.



Lugares especiais serão reservados para os actores e para a acção, nos quatro pontos cardeais da sala. As cenas serão representadas diante de fundos de paredes pintadas a cal e destinadas a absorver a luz. Além disso, no alto, correrão galerias por toda a sala, como em certos quadros primitivos. Essas galerias permitirão aos actores, toda a vez que a acção exigir, caminhar de um ponto ao outro da sala, e também que a acção se desenrole em todos os níveis e em todos os sentidos da perspectiva em altura e profundidade.



Um grito emitido num canto poderá ser transmitido de boca em boca com amplificações e modulações sucessivas até ao outro canto da sala. A acção romperá o seu círculo, e estender-se-á numa trajectória de um nível para outro diferente, de um ponto a outro ponto. Isto terá uma influência directa e imediata sobre o espectador. Esta difusão da acção por um espaço imenso obrigará a iluminação de uma cena e as iluminações diversas de uma representação a abranger tanto o público quanto os actores.



Será reservado um lugar central que, sem servir propriamente de palco, deverá permitir que o todo da acção se reúna e se reorganize, sempre que necessário."

sábado, 2 de maio de 2009

ZONAS



"O homem utiliza e relaciona-se com o espaço que o cerca segundo determinadas modalidades. Nas artes marciais segue-se um esquema que inclui cinco zonas:

-Zona íntima:
antebraço recuado, cotovelo junto ao corpo; a partir dessa distância podemos colocar as mãos na cintura do outro, ou sobre os seus ombros, trazendo-o para junto do peito.

-Zona afectiva:
antebraço recuado, cotovelo ligeiramente dobrado e afastado do corpo, a distância é um pouco superior à da zona íntima e ainda permite o contacto corporal.

-Zona social:
o encontro com o outro acontece na fronteira das zonas individuais,a uma distância mínima que não permita o contacto corporal.

-Zona pública:
situa-se além da distância social e, em casos excepcionais, quando envolve pessoas com cargos elevados, existe uma distância mínima pré-determinada a respeitar.

-Zona de segurança:
braços estendidos; distância que corresponde à observação do mundo que nos cerca, permitindo conhecer os nossos limites."

(STOBBAERTS, Georges, O Corpo e a Expressão Teatral,Hugin, 2001, p.91 e 92)